segunda-feira, 21 de novembro de 2011


SAÚDE ALTERNATIVA - HOMEOPATIA & PRECONCEITO




Em todas as épocas, incomodados com posturas preconceituosas dos seus pares, pensadores e cientistas definiram esses julgamentos formados sem maior conhecimento dos fatos: “O preconceito é uma opinião não submetida à razão” (Voltaire); “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito” (Einstein).

Apesar de a ciência ser uma área do conhecimento que busca estudar os fenômenos e seus princípios, devendo isentar-se de preconceitos para cumprir o seu ideal, o “orgulho científico” entorpece a mente dos pesquisadores, fazendo-os desprezar aquilo que desconhecem.

A história da humanidade está repleta de exemplos em que determinadas teorias consideradas “polêmicas” perante o modelo científico de uma época tornaram-se leis inquestionáveis no futuro, em vista do aperfeiçoamento dos métodos de investigação.

A cebola (Allium cepa) é um dos ingredientes básicos para um bom refogado. Mas também pode curar um resfriado comum. A tinta da sépia (Sepia officinalis) é imprescindível para fazer um delicioso arroz negro, mas também é recomendada para transtornos hormonais, da menopausa e menstruação.

O enxofre (sulphur) não serve só para matar os fungos das videiras, mas também para curar doenças da pele. E por aí vai. Nada menos que três mil substâncias de origem vegetal, animal e mineral são utilizadas pela homeopatia para curar patologias, sejam elas leves, graves ou crônicas.




Mas há cientistas e médicos para os quais a homeopatia – como terapia ou terapêutica natural – parece uma farsa. O Parlamento britânico, por exemplo, determinou em fevereiro que seu único efeito curativo era como placebo.

Fora isso, ninguém demonstrou como essas bolinhas açucaradas interagem no organismo e chegam a influenciar o curso de uma doença. Se é que influenciam ou interagem, porque a homeopatia desperta paixões e fobias, e suscita opiniões extremas. Ou é defendida radicalmente (no Reino Unido e na França ela faz parte do sistema de saúde pública) ou é caluniada. Não há meio termo.

No máximo, pode-se encontrar algum médico que seja cético de forma não usual.

A medicina homeopática se baseia no princípio da semelhança, ou seja, uma mesma substância responsável por determinados sintomas também pode aliviá-los ou neutralizá-los, sempre e quando for administrada de forma correta (o semelhante cura o semelhante). Por exemplo, a cebola provoca lágrimas e irritação na garganta, mas abrevia um resfriado comum.

A cafeína produz insônia ou taquicardias, mas também pode induzir a um ritmo cardíaco normal.

Esta reação acontece porque a substância está presente nos medicamentos em doses infinitesimais, que são obtidas mediante processos de potencialização ou dinamização (várias sacudidas da diluição).

Mas a origem da polêmica sobre a sua eficácia está no fato de a diluição ser tão pronunciada que às vezes não resta uma só molécula do princípio ativo original.

Por esse motivo, Joan Ramon Laporte, chefe do serviço de farmacologia do hospital de Vall d’Hebron de Barcelona, refere-se aos medicamentos homeopáticos como “a medicina da água”. “Para começar, eles não contêm nada porque a concentração do suposto princípio ativo é infinitesimal.

E quando dividimos alguma coisa por infinito, o resultado é nada.

Não há um princípio ativo que desencadeie uma resposta fisiológica no organismo que melhore seu estado de saúde”, conclui.
Entretanto, Luc Montagnier, que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1998 por ter descoberto o vírus da imunodeficiência humana (HIV), não compartilha dessa opinião: “Observou-se que certas diluições em água nas quais não resta nenhuma matéria ainda assim registram vibrações.

Esta diluição pode reconstruir a informação genética da matéria. É uma informação instrutiva da qual a homeopatia não pode esquecer, embora muitos críticos digam que não há nada. Mas há alguma coisa.

Nós demonstramos a água tem estruturas que são induzidas por vibrações eletromagnéticas.” Por causa dessa descoberta, os médicos homeopatas sustentam que a reação que acontece no organismo não é química, como acontece com os medicamentos alopáticos, mas sim de caráter físico, mas continuam sem esclarecer como ela atua.

“Os estudos científicos que foram apresentados e que demonstram que a homeopatia tem um efeito superior ao do placebo evidenciam que é isso que acontece, que nosso organismo reage ao medicamento.

Nós demonstramos que o princípio da semelhança existe e funciona”, rebate Assumpta Mestre, que dirige a seção de homeopatia do Colégio de Médicos da Catalunha.
Mas Montagnier acrescenta: “Física ou química? É mais complicado. Mas é verdade que é possível explicar o efeito dos medicamentos depois da diluição pelo fato de que a estrutura da água pode continuar representando a molécula.

A água pode conservar a forma e a informação do princípio ativo da molécula”. Essa teoria explicaria a influência dessa substância primitiva sobre o organismo, ainda que não reste nenhuma só molécula da original.
“Os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos são muito variáveis. O que conhecemos sobre a atuação da aspirina é muito diferente do que sabíamos há 30 anos.

O importante é que a substância cure, como ela consegue isso é secundário”, acrescenta Antonio Marqués, também médico homeopata com consultório nas Ilhas Canárias. Por outro lado, Joan Ramon Laporte, responde: “Encontrar uma pegada no local de um crime pode dar informações sobre o tipo de sapato ou o peso do indivíduo, mas não prova quem foi o assassino.

Na homeopatia, acontece o mesmo: uma pessoa pode se curar por uma simples probabilidade estatística, mas isso não demonstra que tenha sido graças ao que tomou”.
Na Espanha, calcula-se que três mil clínicos gerais, 2 mil pediatras e 4.600 médicos de outras especialidades prescrevam medicamentos homeopáticos.

“Há 20 anos que me dedico à homeopatia. Sou formada em medicina e não paro de ampliar meus conhecimentos nesta área.

Você acha que se não houvessem provas e evidências de sua eficácia eu teria passado duas décadas exercendo-a? Pelo amor de Deus, eu sou médica, e não uma bruxa com minhas bolinhas”, defende-se Maite Bravo, que dirige o mestrado em homeopatia na Universidade de Barcelona, um programa de dois anos que começou em 1995 e exige 320 horas de aula e 140 de prática. Só podem se matricular médicos, veterinários ou estudantes do último ano de medicina.

Neste ano também começou o mestrado na Universidade de Sevilha, com 500 horas-aula. Tanta formação para uma terapia que é vilipendiada por alguns? “Sim, as pessoas que criticam a homeopatia o fazem por puro desconhecimento. Nós trabalhamos com três mil medicamentos, dos quais usamos 250 a 300 com mais frequência, porque cada indivíduo requer um tratamento personalizado. Se não, não funciona”, acrescenta Bravo.
Um homeopata dedica a seus pacientes uma média de 30 a 60 minutos por consulta porque seu objetivo é encontrar a origem real da doença e muitas vezes ela não é de caráter físico, mas sim psicológico, de sua força vital. “Uma doença não é um fato isolado, é preciso conhecer muito bem o doente”, explica Bravo, que reconhece que os médicos tradicionais também curariam mais seus doentes nos ambulatórios se dessem a eles 30 minutos de atenção,
em vez dos 5 ou 10 minutos habituais.
A Sociedade Catalã de Medicina Familiar e Comunitária elaborou um documento no qual recomenda o tratamento homeopático para 30 patologias diferentes. Por exemplo, síndromes gripais, infecções das vias respiratórias, fibromialgia, fatiga crônica, otite, asma, depressão ou insônia.

O documento garante, inclusive, que no caso de infecções por HIV a homeopatia produz um aumento dos CD4 e dos linfócitos T. A orientação assegura que esses medicamentos têm poucos efeitos colaterais, mas adverte que só podem ser prescritos por pessoas graduadas em medicina e formadas em homeopatia.
Trata-se apenas de uma recomendação, uma vez que a Espanha não tem uma norma sobre o exercício da homeopatia, ao contrário do que acontece na França, Alemanha e Reino Unido, onde a homeopatia faz parte da saúde pública e existem hospitais especializados.

Na Espanha, a homeopatia só é reconhecida como prática médica. Primeiro foi o Congresso dos Deputados, em setembro, que a aprovou por unanimidade.

Três meses depois, a Organização Médica Colegial (OMC) tomou a mesma decisão. “A homeopatia exige um diagnóstico prévio, uma indicação terapêutica e precisa ser realizada por pessoal especializado em centros de saúde devidamente autorizados”, aponta Cosme Naveda, coordenador da área de terapias médicas não convencionais da OMC.

Naveda se define como um cético: “eu não me dedico a isto, faço visitas num ambulatório, mas na medicina é possível causar danos ao paciente por ação ou omissão. Na homeopatia, com certeza não é por ação, porque não há efeitos colaterais, mas se não for feito um diagnóstico claro, pode-se ignorar um problema e postergar seu tratamento.”
A Catalunha foi a única comunidade que se atreveu a regular o exercício das terapias naturais, incluindo a homeopatia, mas o Tribunal Superior de Justiça derrubou o decreto em junho de 2007 por invasão de competências do governo central.

A Academia Médico-Homeopática de Barcelona recorreu da norma porque ela permitia que qualquer pessoa, sem ser médico, exercesse a especialidade, uma vez demonstrada sua formação.

Na sentença, os juízes escreveram: “não falta motivo aos recorrentes quando afirmam que o decreto equivale a autorizar que pessoas não formadas em Medicina possam receitar medicamentos homeopáticos antes de diagnosticar as doenças.”
Josep Davins, subdiretor de Recursos Sanitários da Catalunha, explica que os médicos entenderam mal a normativa, porque “não se pretendia regular a prática médica, mas sim a não-médica, e combater o exercício da profissão por pessoas não habilitadas.
Queríamos proporcionar segurança aos cidadãos”.

Em abril de 2008, o ministério da Saúde constituiu uma comissão com as comunidades autônomas para tentar legislar sobre o exercício das terapias naturais de forma harmônica. Mas as práticas são tão heterogêneas (homeopatia, acupuntura, osteopatia, plantas medicinais, etc.) que por enquanto a comissão só compilou a legislação europeia sobre o assunto.

Na França e na Alemanha, a homeopatia está reservada exclusivamente aos médicos, e no Reino Unido há quatro hospitais homeopáticos na rede pública (Londres, Bristol, Liverpool e Glasgow). Entretanto, em fevereiro, uma comissão do Parlamento britânico pediu que o governo retirasse os 4,5 milhões de euros que esta medicina alternativa custa ao serviço nacional de saúde, por considerar que a homeopatia carece de consistência médica. Mas o governo trabalhista britânico negou-se a isso.

“Aqui, na Espanha, se você entrasse num hospital e pedisse um tratamento homeopático, receberia alta em dois minutos”, queixa-se Bravo. “Quantos anos a humanidade viveu sem saber por que as maçãs caíam até que Newton o explicasse? É o mesmo caso”, acrescenta Assumpta Mestre.
Mas, convincente ou não, a homeopatia conta cada dia com maior número de adeptos, não só entre os pacientes, mas também entre os médicos. O número de pediatras que optam por esses tratamentos disparou nos últimos anos, sobretudo por conta da segurança dos medicamentos e da facilidade em administrá-los.

E sim, tratam-se de medicamentos, e não de balinhas, segundo todas as normas europeias e a Agência Espanhola de Medicamentos. Como tal, são vendidos em farmácias. “Efetivamente, estamos falando de medicamentos com eficácia demonstrada por meio de estudos científicos e testes, da mesma forma que acontece com os medicamentos convencionais, os alopáticos”, comentam representantes da Agência Espanhola do Medicamento.
Se não, não estariam no mercado.
Fonte: Jornal El País


LIVROS QUE AJUDAM:
















20 DE NOVEMBRO DIA DA HOMEOPATIA!!!




SALADA ENERGÉTICA...
 

INGREDIENTES
1 pé de endivia
1 pé de alface roxa
1/2 pé de alface romana
1/2 pé de alface crespa ou mimosa
1/2 pé de radicchio
1 cenoura grande ralada
1 beterraba grande ralada
6 figos descascados e cortados em 4
2 carambolas fatiadas
12 unidades de mussarela de nozinho
100 g de salmão defumado cortado em tirinhas
1 col. (chá) de dill fresco picadinho
2 col. (sopa) de sementes de linhaça
Molho Liza Balsâmico

MODO DE PREPARO:
Lave e seque bem todas as folhas e rasgue-as em pedaços médios.

Disponha as folhas numa saladeira.Coloque em círculos as frutas, a cenoura e beterraba raladas, os nozinhos de mussarela e as tirinhas de salmão. Acrescente o dill. Finalize com as sementes de linhaça. Sirva com Molho Liza Balsâmico a gosto.

Dica: Utilize folhas e frutas de sua preferência. Utilize granola salgada no lugar da linhaça.Você pode utilizar presunto ou peito de peru no lugar do salmão.

ARROZ DOCE DIET




  • 1 colher de sobremesa de margarina
  • 1 xícara (chá) de arroz
  • 2 xícaras (chá) de água
  • Canela em pau a gosto
  • 3 xícaras (chá) de leite desnatado
  • 1 colher (sopa) de maisena
  • 32 colheres dosadoras de adoçante em pó
  • Canela em pó para polvilhar
  • Casca de laranja para decorar.



  • MODO DE PREPARO
    1. Leve uma panela ao fogo com a margarina e o arroz e deixe fritar um pouco
    2. A seguir, misture a água e deixe cozinhar
    3. Quando estiver cozido, adicione a canela em pau e o leite misturado com a maisena e deixe ferver
    4. Retire do fogo, misture o adoçante e deixe esfriar
    5. Coloque em taças, polvilhe com a canela e decore com casca de laranja.


    sexta-feira, 18 de novembro de 2011

    NR - 11
    Fatores de risco para hipertensão arterial: investigação em motoristas e cobradores de ônibus
    Risk factors to high blood pressure: inquiry with bus drivers and collectors

    Estudo transversal com objetivo de investigar fatores de risco cardiovascular em motoristas e cobradores de ônibus e analisar a relação dos valores de pressão arterial e glicemia com demais fatores de risco.

    Realizado em Fortaleza-Ceará, em 2005, mediante entrevista e avaliação antropométrica, glicêmica e medida da pressão arterial com 124 motoristas e 96 cobradores.

    Verificou-se valores da pressão arterial limítrofes ou alterados em 49,2; 72,9 comásobrepeso e obesidade; 87,3 sedentários; 53,4 ingeriam bebida alcoólica; e 73,6 consumiam gordura animal.

    Encontrou-se correlação estatisticamente relevante entre consumo de gordura animal e valores médios elevados de pressão arterial sistólica e entre consumo reduzido do sal, glicemia e pressão arterial diastólica. Isso sugere dificuldade para avaliar este aspecto a partir da informação do participante.
    Evidenciou-se presença de significativos fatores de risco cardiovascular, o que indica a necessidade da implementação de ações educativas visando especialmente o desenvolvimento de atividades físicas e alimentação adequada.(AU)




    This cross-sectional study aims at both investigating cardiovascular risk factors to workers from an urban transport company and analyzing the relation of blood pressure values and glucose with other risk factors. It was carried out in Fortaleza-Ceará, Brazil, in 2005, by means of interviews and anthropometric evaluation, glucose evaluation, and blood pressure measurements with 124 drivers and 96 collectors. Results demonstrated that 49.2 had borderline or modified blood pressure values; 72.9 were overweight and obese; 87.3 were sedentary; 53.4 ingested alcohol; and 73.6 ate animal fat. There was significant statistic correlation between consumption of animal fat and increased mean values of systolic blood pressure as well as between reduced consumption of salt, and glucose and diastolic blood pressure. This specific aspect is difficult to evaluate on the basis of the information provided by the participant. As significant cardiovascular risk factors were evinced, implementation of educative actions is suggested, aiming at the development of physical activities and proper dieting.(AU)

    Estudio transversal con objetivo de investigar los factores de riesgo cardiovascular en trabajadores de autobús y analizar la relación de los valores de la presión arterial y glucemia con los demás factores de riesgo. Desarrollado en Fortaleza-Ceará-Brasil, en 2005, mediante entrevista y evaluación antropométrica, de la glucemia y medida de la presión arterial con 124 motoristas y 96 cobradores. Los resultados demostraron que 49,2 presentaba valores de presión sanguínea límites o alterados; 72,9 tenían sobrepeso y obesidad; 87,3 no desarrollaban actividad física; 53,4 ingerían bebida alcohólica; y 73,6 consumían grasa animal. Fue encontrada correlación estadística significante entre el consumo de grasa animal y los valores medios elevados de presión arterial sistólica y entre consumo reducido de sal, glucemia y presión arterial diastólica. Eso sugiere dificultad para evaluar este aspecto a partir de la información del participante. Se evidenció que hay significativos factores de riesgo cardiovascular, que indican la necesidad de actividades educativas que planteená especialmente el desarrollo de actividades físicas y alimentación adecuada.(AU)

    CULINÁRIA SAUDÁVEL...



    PREFIRA OS ASSADOS E GRELHADOS MOTORISTAS, MODERE OU SUBSTITUA O ARROZ COM FEIJÃO POR LEGUMES E VERDURAS DE SUA PREFERENCIA, USE AZEITE DE OLIVA OU ÓLEO DE CANOLA EM VEZ DE ÓLEO NORMAL. TENHA TUDO BEM TEMPERADO PORÉM O SAL APENAS SALPICADO POR CIMA DE LEVE PARA FICAR PERFEITO O SABOR NO SEU PALATO.
    E...BOM APETITE!!!  

    SAÚDE ESPIRITUAL...

    sábado, 12 de novembro de 2011

    ARRITMIAS CARDÍACAS E SUA RELAÇÃO COM O TRABALHO...

    CONCEITO: As arritmias cardíacas constituem um grupo de anormalidades do ritmo cardíaco que podem ser classificadas em distúrbios da formação de impulsos, distúrbios da condução de impulsos ou ainda pela combinação dos dois mecanismos eletrofisiológicos.
    As arritmias podem cursar assintomáticas. A capacidade de percepção da arritmia varia de pessoa para pessoa. A principal manifestação é a palpitação, que pode aparecer sem que nenhum distúrbio do ritmo cardíaco seja identificado. Dependendo da repercussão hemodinâmica, pode ocorrer hipotensão arterial, tonteira, síncope e insuficiência cardíaca congestiva. A morte súbita pode sobrevir após o desencadeamento de taquiarritmias ventriculares, frequentemente, relacionadas à doença isquêmica do coração.
    A anamnese e o exame físico são úteis na suspeição e na detecção das arritmias e no diagnóstico da cardiopatia subjacente. O eletrocardiograma de repouso e a monitorização ambulatorial pelo Holter são os exames básicos para a confirmação do diagnóstico. Os estudos eletrofisiológicos invasivos são usados em casos especiais para determinar o diagnóstico e o mecanismo eletrofisiológico envolvido.

    Ele pode ter finalidade terapêutica na ablação por cateter de vias ou focos anômalos responsáveis pela arritmia. O teste da inclinação (tilt test) está indicado na avaliação da síncope por mediação neural. O teste ergométrico é útil na investigação de arritmias secundárias à doença isquêmica do coração e o ecodopplercardiograma deve ser utilizado para a detecção de cardiopatia subjacente e avaliação funcional, fatores importantes para o prognóstico e na tomada da decisão terapêutica. A investigação laboratorial contribui na identificação de distúrbios hidro-eletrolíticos e alterações metabólicas que podem desencadear ou agravar a arritmia.

     
    As principais causas de origem cardíaca das arritmias, em adultos, são a doença isquêmica do coração, a cardiopatia hipertensiva, as miocardiopatias, a doença de Chagas, a doença reumática e as lesões valvulares, as síndromes de pré-excitação ventricular e as cardiopatias congênitas. Doenças do Sistema Nervoso Central _SNC, pneumopatias com insuficiência respiratória e hipóxia tissular, doenças sistêmicas, infecciosas e parasitárias com alterações metabólicas e distúrbios hidro-eletrolíticos, medicamentos (inclusive os antiarrítmicos), fumo, ingestão excessiva de álcool e cafeína, cocaína e outras drogas estimulantes do SNC, também, são causas comuns de arritmias cardíacas.
    A exposição ocupacional a substâncias tóxicas pode desencadear arritmias cardíacas, em alguns casos com mecanismos fisiopatológicos bem definidos. A intoxicação pelo monóxido de carbono prejudica o transporte de oxigênio pelo sangue e diminui a sua liberação tissular produzindo hipóxia.


    Foi demonstrado que o monóxido de carbono diminui o limiar de fibrilação ventricular em animais de experimentação (Aronow et al, 1979). Distúrbios da formação dos impulsos (extrassístoles atriais e ventriculares, fibrilação atrial, fibrilação ventricular) e distúrbios da condução (bloqueio infranodal e intraventricular, prolongamento do intervalo QT) foram relatados (Onvlee-Dekker et al, 2007; Marius-Nunez, 1990; Wu et al, 2009). O eletrocardiograma pode mostrar alterações da repolarizaçào ventricular sugestivas de isquemia ou infarto do miocárdio, além de vários tipos de arritmia (McCunney, 1988; Benowitz, 1990).
    A hemólise maciça, causada pela arsina, produz hipercalemia e suas alterações eletrocardiográficas características, podendo resultar em parada cardíaca. Entre as alterações eletrocardiográficas já encontradas notam-se distúrbios de condução, bloqueios atrioventriculares de vários graus e assistolia (Benowitz, 1990; Benowitz, 1992).
    A exposição crônica aos nitratos promove vasoconstrição arterial compensatória, mediada por resposta do sistema nervoso simpático e por ativação do sistema renina-angiotensina. Se a exposição aos nitratos é cessada, prevalece a ação destes sistemas compensatórios (sistema nervoso simpático e sistema renina-angiotensina), que deixam de ser contrapostos pela ação dos nitratos, levando à isquemia miocárdica e arritmias cardíacas, manifestadas clinicamente por angina pectoris, infarto do miocárdio e morte súbita (Vigliani et al, 1968; Benowitz, 1990; Benowitz, 1992.
    Numerosos casos de arritmias cardíacas e morte súbita, presumivelmente devido a arritmias, têm sido descritos em pessoas expostas a solventes e propelentes no ambiente de trabalho (Bass, 1970; Rosenman, 1984; McCunney, 1988; Robinson, Kuller e Perper, 1988; Benowitz, 1992). Foram descritos dois casos de fibrilação atrial e um caso de morte súbita em trabalhadores expostos a trifluorotricloroetano. Este agente e os hidrocarbonetos halogenados são usados como solventes industriais e estão associados a arritmias ventriculares e morte súbita após inalação em concentrações excessivas (Kaufman et al, 1993).


    O tolueno é um solvente industrial, largamente usado pelos dependentes químicos, que pode provocar morte súbita durante a inalação, devido a arritmias cardíacas (Cruz et al, 2003). O tetracloroetileno também é arritmogênico (Xiao e Levin, 2000). Os solventes e propelentes produzem seus efeitos cardiotóxicos por dois mecanismos distintos, dependendo da dose a que o trabalhador está exposto. Em baixas doses, estas substâncias têm a capacidade de aumentar a sensibilidade do coração para os efeitos arritmogênicos das catecolaminas (Morris et al., 1953; Rosenberg, 1990).

    Vários solventes, especialmente os hidrocarbonetos halogenados, podem causar algum grau de sensibilização miocárdica aos efeitos da epinefrina. (Hoffmann et al, 1994). Alguns autores acham que esta sensibilização decorre de um efeito depressor no automatismo cardíaco, levando a uma incapacidade do sistema de condução de aumentar a frequência cardíaca, favorecendo o aparecimento de focos ectópicos (Smith et al, 1962).

    O fato é que a quantidade de epinefrina necessária para produzir taquicardia ou fibrilação ventricular é menor, quando existe a exposição a baixas doses de solventes e propelentes. Este mecanismo é provavelmente a causa mais importante de toxicidade cardiovascular da exposição ocupacional aos solventes, que podem causar arritmias fatais em seres humanos expostos a doses elevadas (Xiao e Levin, 2000).

    Quando há altos níveis de exposição, estas substâncias podem deprimir a atividade do nó sinusal e causar bradicardia sinusal e até parada cardíaca ou podem deprimir a condução atrioventricular, causando bloqueios de vários graus (Benowitz, 1992). Em alguns casos pode haver ambas as manifestações.
    Indivíduos intoxicados por solventes e propelentes podem apresentar palpitações, síncope, hipotensão arterial e arritmias cardíacas. Convulsões, coma e parada cardíaca ocorrem em casos de intoxicação grave. Trabalhadores cardiopatas e que apresentam doença pulmonar crônica com hipoxemia são mais suscetíveis aos efeitos arritmogênicos destas substâncias.

    Entre as arritmias descritas, incluem-se: contrações atriais e ventriculares prematuras, taquicardia supraventricular, taquicardia ventricular recorrente, extra-sístoles ventriculares e supraventriculares, fibrilação atrial, fibrilação ventricular, bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares e assistolia (Benowitz, 1990; Gasakure e Massin, 1991; Benowitz, 1992). Como um dos mecanismos de arritmia é devido às ações das catecolaminas, as drogas de escolha para o tratamento das taquiarritmias são os bloqueadores beta-adrenérgicos.
    O diagnóstico da intoxicação por inseticidas organofosforados e carbamatos é feito através da anamnese e a confirmação laboratorial é feita pela dosagem da acetilcolinesterase. Resulta em acúmulo de acetilcolina, podendo provocar taquicardia decorrente da estimulação de receptores nicotínicos ou bradicardia secundária à estimulação de receptores muscarínicos.

    Devido a uma alteração na condução elétrica, causada por estes praguicidas, podem ocorrer alterações eletrocardiográficas (Ludomirsky et al, 1982, Benowitz, 1990). Arritmias ocorreram em 9% dos casos de intoxicação de crianças por inseticidas anticolinesterase. As principais causas de mortalidade foram as arritmias e a insuficiência respiratória (Verhulst et al, 2002).

    A intoxicação por organofosforados pode precipitar arritmias ventriculares complexas, um aspecto frequentemente negligenciado e potencialmente letal dessa condição. Os efeitos agudos consistem em alterações eletrocardiográficas do segmento ST-T e distúrbios da condução AV de graus variados, enquanto que os efeitos tardios incluem o prolongamento do intervalo QT, taquicardia polimórfica (Torsades de pointes) e morte súbita cardíaca.

    O acompanhamento cardiológico dos pacientes intoxicados por organofosforados durante períodos relativamente longos após a intoxicação e o tratamento agressivo e precoce de arritmias podem ser a chave para a melhor sobrevivência (Bar-Meir et al, 2007). Outras alterações descritas são fibrilação atrial e infradesnivelamento do segmento ST (Namba et al, 1970), alterações de repolarização e BAV 1º grau (Ludomirsky et al, 1982; Benowitz, 1990).

    O uso terapêutico de compostos antimoniais para tratamento de infecções parasitárias provoca, entre outros efeitos colaterais, alterações eletrocardiográficas (mais comumente alterações de onda T e prolongamento do intervalo QT), e pode ter causado morte súbita em alguns pacientes (Benowitz, 1990; Benowitz, 1992). Em trabalhadores expostos ao trissulfeto de antimônio, casos de morte súbita e alterações eletrocardiográficas também já foram descritos (Rosenman, 1984; Gasakure e Massin, 1991; Benowitz, 1992). A reavaliação algum tempo depois, de alguns trabalhadores expostos ao antimônio, nos quais foram encontradas alterações eletrocardiográficas e foi cessada a exposição, verificou que, em 21% deles, as alterações persistiam (Kristensen, 1989; Gasakure e Massin, 1991). O antimônio causa, basicamente, distúrbios da condução, distúrbios da repolarização e distúrbios do ritmo cardíaco (Rosenstock e Cullen, 1986; Gasakure e Massin, 1991).
    Além da hipertensão arterial, outros distúrbios cardiovasculares podem ser observados na intoxicação pelo chumbo. Há na literatura relatos de alterações eletrocardiográficas (Rosenman, 1984) e de casos de miocardite, que se apresentaram com bradicardia, distúrbios de repolarização e bloqueio atrioventricular de primeiro grau (Read e Williams, 1952; Myerson e Eisenhauer, 1963). Uma revisão de literatura publicada em 2007 concluiu que a evidência é sugestiva mas não suficiente para estabelecer uma relação causal entre a exposição ao chumbo e a variabilidade de frequência cardíaca (Navas-Acien et al, 2007). Alterações eletrocardiográficas também são descritas em casos de intoxicação por mercúrio (Rosenman, 1984), arsênico e cobalto.
    Os protocolos de procedimentos médico periciais em doenças profissionais e do trabalho, elaborados pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, consideram que entre as arritmias cardíacas relacionadas com o trabalho que poderiam ser classificadas no Grupo I Schilling (trabalho como causa necessária), estariam aquelas que ocorrem em exposições ocupacionais bem definidas, como é o caso das substâncias químicas tóxicas acima mencionadas. A monitorização eletrocardiográfica de 24 horas (Holter) durante a jornada de trabalho é um instrumento útil para o diagnóstico de arritmia cardíaca relacionada ao trabalho, devendo ser feita concomitantemente com a monitorização ambiental e biológica da substância suspeita de exposição ocupacional.
    PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA _ PCR
    PCR é definida como a interrupção súbita da atividade mecânica ventricular, útil e suficiente, e da respiração. Caracteriza-se pela abrupta perda da consciência secundária à cessação do fluxo sanguíneo cerebral. A morte encefálica ocorre quando há lesão irreversível do tronco e do córtex cerebral, por injúria direta ou falta de oxigenação, por um tempo, em geral, superior a 4 minutos, em adultos, em condições de normotermia.

    Quando o evento inicial é a parada cardíaca, movimentos respiratórios podem persistir por um ou dois minutos. Na parada respiratória secundária à obstrução das vias aéreas por corpo estranho, a vítima apresenta cianose, podendo manter-se consciente e com batimentos cardíacos e pressão arterial preservados por alguns minutos. Nesse caso, a desobstrução das vias aéreas e o suporte ventilatório pode ser tudo o que o paciente necessita para se recuperar.
    As principais causas de PCR, em adultos, são a doença coronariana (angina instável, infarto do miocárdio), as miocardiopatias (hipertóficas e dilatadas), a doença de Chagas, as lesões valvulares (estenose aórtica), as arritmias cardíacas (síndrome do intervalo QT longo, síndrome de Wolff-Parkinson-White com episódios de fibrilação atrial), as convulsões, as pneumopatias, a obstrução de vias aéreas, a depressão respiratória por overdose de drogas (cocaína, álcool) e medicamentos, hemorragia no sistema nervoso central e distúrbios hidro-eletrolíticos, entre outras (American Heart Association, 2005).
    A PCR pode estar diretamente relacionada ao trabalho nos casos de intoxicações agudas e eletrocussão. Os acidentes provocados pela eletricidade constituem parcela importante entre os acidentes do trabalho, devido ao potencial de gravidade das queimaduras, arritmias graves e parada cardíaca. Os trabalhadores de alto risco são os eletricitários, operadores de máquinas elétricas e industriários.

    A eletrocussão provoca alterações das miofibrilas, focos de necrose, lesões miocárdicas focais ou extensas, degeneração miocárdica, derrame pericárdico com ou sem tamponamento cardíaco. A extensão das lesões é proporcional à intensidade e duração da descarga elétrica, mas correntes de baixa voltagem (110V ou menos) podem desencadear fibrilação ventricular e parada cardíaca.

    Após uma eletrocussão podem ocorrer ectopias atriais e ventriculares, taquicardia sinusal, bradicardia, alterações do segmento ST, achatamento ou inversão da onda T, distúrbios da condução, isquemia miocárdica, infarto não Q, corrente de lesão, fibrilação ventricular, torsades de pointes, edema agudo dos pulmões, embolia cerebral ou pulmonar e parada cardíaca. Após a recuperação, a vítima deve ser observada com a monitorização do ritmo cardíaco durante 48 a 72 horas (Oliveira e Silva, 1998).
    Entre as substâncias tóxicas cuja intoxicação grave pode cursar com parada cardiorrespiratória estão os solventes (Kaufman et al, 1993), o monóxido de carbono e outros agentes potenciais causadores de arritmias cardíacas. Além disso, a PCR pode ocorrer no ambiente de trabalho, independentemente de estar ou não relacionada com ele. A equipe de saúde ocupacional deve estar preparada para o atendimento dessa emergência e deve treinar os trabalhadores nos procedimentos básicos de reanimação cardiorrespiratória durante o programa de treinamento em primeiros socorros.

    quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    NR -07 - MEDICINA E SAÚDE NO TRABALHO & Enxaqueca Oftálmica:Alterações Visuais Podem Indicar Outro Problema...

    Do que se trata a
    NR-7?
    Esta norma estabelece que todos os empregadores, e instituições que admitam trabalhadores como empregados (independente do número de trabalhadores), têm a obrigação de elaborar e implementar em sua empresa o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), com o objetivo de promover e preservar a saúde de seus trabalhadores.
    Quais são as orientações do PCMSO?
    · Estar articulado com as demais NRs
    · Identificar os serviços e riscos no local de trabalho
    · Ter um caráter preventivo atendendo os padrões da Medicina do Trabalho
    O PCMSO é obrigatório?
    Sim. Elaborar e implementar  o PCMSO é obrigação de todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT.

    Quais podem ser as conseqüências se a empresa optar em não elaborar e implementar o PCMSO?

    A empresa pode ser multada pelo fiscal do trabalho da Delegacia Regional do Trabalho. Além disso, a saúde do trabalhador pode ficar exposta desnecessariamente e o empregador pode desnecessariamente responder a procedimentos criminais e de indenização civil.
    Basta o serviço do médico para se elaborar o PCMSO?
    Nem sempre. Às vezes é importante que o médico conte com a participação de outros profissionais antes mesmo de elaborar o PCMSO. Por exemplo, se o médico constatar, na sua visita preliminar, agentes insalubres ou potencialmente insalubres, o médico deverá consultar, o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) da empresa para que ele tenha subsídios técnicos para elaborar o PCMSO.
    É preciso lembrar que o médico do trabalho é legalmente habilitado para a elaboração e implementação do PPRA, contudo, é necessário que o mesmo reconheça suas limitações técnicas e somente atue se tiver muita segurança para realizar aquele trabalho.

    O que é o PPRA?

    A sigla PPRA, como foi dito anteriormente, significa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, NR 9.
    O médico, para elaboração do PCMSO, não pode dispensar o PPRA, onde são identificados os riscos físicos, químicos ou biológicos os quais podem causar danos à saúde do trabalhador.
    Na constatação destes agentes é o PPRA que irá apontar para o médico quais destes agentes estão presentes e em que intensidade, assim com possíveis medidas de controle. O PPRA então, auxilia o médico na constatação dos chamados "riscos ocupacionais".

    O que são exames complementares?

    São exames realizados em laboratório que complementam as informações que o médico precisa para decidir sobre a aptidão da pessoa que se submete a eles.
    São exemplo de exames complementares.
    · Glicemia
    · Eletroencefalograma
    · Eletrocardiograma
    · Audiometria
    · Hemograma

    Quando é realizado o exame admissional?

    O exame admissional, é realizado antes do empregado ser contratado pela empresa, para se estabelecer as condições de saúde do funcionário neste momento, e evitar que futuramente alegue alguma doença pré-existente.

    Quando é realizado o exame periódico?

    O exame periódico é realizado anualmente na empresa, e se faz indispensável para identificação de alterações na saúde do funcionário quando comparadas a exames anteriores.

    Quando é realizado o exame demissional?

    O exame demissional é realizado na demissão, visa documentar as condições de saúde do funcionário neste momento. É necessário para que futuramente não alegue que foi demitido com problemas de saúde, causados pelo seu trabalho.
    Quando é realizado o exame de troca de função?
    O exame de troca de função deve ser realizado sempre que o trabalhador ficar exposto a riscos ambientais diferentes em relação à função anterior.

    Quando é realizado o exame de retorno ao trabalho?

    O exame de retorno ao trabalho é realizado quando o funcionário ficar afastado do trabalho por mais de trinta dias. Obs: Isso não inclui férias.

    O que é um Atestado de Saúde Ocupacional - ASO?

    É o documento que o funcionário recebe com o resultado dos exames, as opções são: Apto para a função, Apto para a função com restrições, Inapto temporariamente ou Inapto para a função.

    Qual deve ser o procedimento do médico coordenador em caso de acidente de trabalho?
    Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através de exames ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de órgão ou sistema biológico, mesmo sem sintomatologia, caberá ao médico.

    · Solicitar a empresa a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT;
    · Indicar (quando necessário), o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho;
    · Encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho;
    · Orientar o empregador quanto à necessidade da adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho.

    Onde deve ficar o PCMSO e o PPRA?

    O PCMSO e o PPRA deverão ficar no estabelecimento para o qual foi elaborado.
    Observações importantes
    · Encaminhe o funcionário para exame médico ocupacional SEMPRE munido de carteira de identidade ou de trabalho.
    · O empregado deve estar ciente da função que ia exercer. Não é raro depararmos com empregados que não sabem qual será sua função ou mesmo qual o nome da empresa para a qual irão trabalhar.
    · Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registradas em prontuário clínico individual, que ficará sob responsabilidade do médico coordenador do PCMSO.
    · O prontuário médico do funcionário deve ser mantido por período de 20 anos após o desligamento do funcionário.

     
    SAÚDE OFTÁMICA DO TRABALHADOR...
    Enxaqueca Oftálmica: Alterações Visuais Podem Indicar Outro Problema

    A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.



    Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.

    O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.

    São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).

    Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.

    Sintomas

    É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.


    “Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.

    A dor da enxaqueca oftálmica pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.



    Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.

    “Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.

    Tratamento

    Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.

    “Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.

    E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?

    “A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”

    Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.
    Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.

    MENSAGEM...

    domingo, 6 de novembro de 2011


    DOENÇAS, LESÕES E FATALIDADES/MORTE NO TRABALHO

    As lesões, doenças e mortes (IIF) programa fornece informações anuais sobre a taxa e número de trabalho relacionados lesões, doenças e ferimentos fatais e como estas estatísticas variam de acordo com o incidente, indústria, geografia, ocupação e outras características.

    Lesão no trabalho e sistema de classificação de doença (OIICS) passa por importante revisão em setembro de 2010, o Bureau of Labor Statistics completou uma revisão principal para a lesão no trabalho e o sistema de classificação de doença (OIICS).
    O OIICS é usado no censo do Fatal no trabalho lesões (CFOI) e a pesquisa de acidentes do trabalho e doenças (SOII) para várias circunstâncias do prejuízo individual ou doença relatado de código. OIICS fornece uma estrutura para classificar o: natureza da lesão e parte do corpo afetada, a origem e a fonte secundária do prejuízo e evento ou exposição que precipitou o prejuízo. A nova versão, OIICS 2.0, constitui a primeira revisão abrangente para o OIICS desde a sua criação em Dezembro de 1992.

     Grandes mudanças incluem: organizando as categorias de eventos de acordo com uma ordem de precedência para facilitar a codificação quando vários códigos de evento aplicam. Modificando a definição e as regras de seleção para a origem e a fonte secundária; e reestruturação categorias de código para fornecer um nível adequado de detalhes para prevenção de lesões e doenças e o nível de detalhe disponível em documentos do processo. BLS adotará início OIICS 2.0 com dados para 2011 para CFOI e SOII.
    Dados relativos a períodos anteriores continuarão a ser classificados de acordo com o Manual de OIICS de 2007. Por causa de extensas revisões, dados para as características do processo de OIICS para 2011 serão considerados uma quebra na série com dados referentes a anos anteriores.



    Injuries, Illnesses, and Fatalities
    The Injuries, Illnesses, and Fatalities (IIF) program provides annual information on the rate and number of work related injuries, illnesses, and fatal injuries, and how these statistics vary by incident, industry, geography, occupation, and other characteristics.

    Occupational Injury and Illness Classification System (OIICS) Undergoes Major Revision

    In September 2010, the Bureau of Labor Statistics completed a major revision to the Occupational Injury and Illness Classification System (OIICS).
    The OIICS is used in the Census of Fatal Occupational Injuries (CFOI) and the Survey of Occupational Injuries and Illnesses (SOII) to code various circumstances of the individual injury or illness reported. OIICS provides a structure to classify the: nature of the injury and part of body affected, source and secondary source of the injury, and event or exposure that precipitated the injury.

    The new version, OIICS 2.0, constitutes the first comprehensive revision to the OIICS since its creation in December 1992. Major changes include:

    ·          arranging the Event categories according to an order of precedence to facilitate coding when multiple event codes apply;

    ·          modifying the definition and the rules of selection for Source and Secondary Source;

    ·          and restructuring code categories to provide

    ·          an appropriate level of detail for injury and illness prevention given the level of detail available on case documents.

    BLS will adopt OIICS 2.0 beginning with data for 2011 for both CFOI and SOII. Data for earlier years will continue to be classified according to the 2007 OIICS Manual.

    Because of the extensive revisions, data for the OIICS case characteristics for 2011 will be considered a break in series with data for prior years.

    PRA RIR...SMILES...

    quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - RENAST E CERST'S O QUE É ISSO?!?!?




    Em vigor desde 2004, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mediante a execução de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde.

    Suas diretrizes, descritas na
    Portaria nº 1.125 de 6 de julho de 2005, compreendem a atenção integral à saúde, a articulação intra e intersetorial, a estruturação da rede de informações em Saúde do Trabalhador, o apoio a estudos e pesquisas, a capacitação de recursos humanos e a participação da comunidade na gestão dessas ações.

    A Renast, regulamentada pela
    Portaria nº 2.728/GM de 11 de novembro de 2009, é uma das estratégias para a garantia da atenção integral à saúde dos trabalhadores. Ela é composta por Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) - ao todo, até novembro de 2009, 178 unidades espalhadas por todo o País - e por uma rede de 1.000 serviços sentinela de média e alta complexidade capaz de diagnosticar os agravos à saúde que têm relação com o trabalho e de registrá-los no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-NET).

    Os Cerest recebem recursos financeiros do Fundo Nacional da Saúde, de R$ 30 mil para serviços regionais e R$ 40 mil para as unidades estaduais, para realizar ações de promoção, prevenção, vigilância, assistência e reabilitação em saúde dos trabalhadores urbanos e rurais, independentemente do vínculo empregatício e do tipo de inserção no mercado de trabalho.

    Além disso, em esfera interinstitucional, o Ministério da Saúde desenvolve uma política de ação integrada com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, a Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho (PNSST), cujas diretrizes compreendem:
    I - Ampliação das ações, visando a inclusão de todos os trabalhadores brasileiros no sistema de promoção e proteção da saúde;
    II - Harmonização das normas e articulação das ações de promoção, proteção e reparação da saúde do trabalhador;
    III - Precedência das ações de prevenção sobre as de reparação;
    IV - Estruturação de rede integrada de informações em Saúde do Trabalhador;
    V - Reestruturação da formação em Saúde do Trabalhador e em segurança no trabalho e incentivo à capacitação e à educação continuada dos trabalhadores responsáveis pela operacionalização da política;
    VI - Promoção de agenda integrada de estudos e pesquisas em segurança e Saúde do Trabalhador.


    O QUE É RENAST?!?!?!? - Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador
    A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador é composta por 178 Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e por uma rede sentinela de 1.000 serviços médicos e ambulatoriais de média e alta complexidade responsáveis por diagnosticar os acidentes e doenças relacionados ao trabalho e por registrá-los no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-NET). Uma das diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, a Renast responde pela execução de ações curativas, preventivas, de promoção e de reabilitação à saúde do trabalhador brasileiro.

    Rede Sentinela
    A Rede Sentinela é composta por unidades de saúde (chamadas de unidades sentinela) que identificam, investigam e notificam, quando confirmados, os casos de doenças, agravos e/ou acidentes relacionados ao trabalho.
    CEREST
    Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Existem dois tipos de Cerest: os estaduais e os regionais.

    Cabe aos Cerest regionais capacitar a rede de serviços de saúde, apoiar as investigações de maior complexidade, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica, subsidiar a formulação de políticas públicas, apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e agravos contidos na
    Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho e aos agravos de notificação compulsória citados na Portaria GM/MS nº 777 de 28 de abril de 2004.
    Já os Cerest estaduais elaborar e executar a Política Estadual de Saúde do Trabalhador, acompanhar os planos de ação dos Cerests regionais, a participação da pactuação para definição da rede sentinela e a contribuição para as ações de vigilância em saúde.
    De acordo com a Portaria GM/MS nº 2.437 de 7 de dezembro de 2005, a equipe de profissionais dos Cerest regionais é composta por pelo menos 4 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 6 profissionais de nível universitário (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro). No caso dos Cerests estaduais, a equipe é integrada por 5 profissionais de nível médio (sendo 2 auxiliares de enfermagem) e 10 profissionais de nível superior (sendo 2 médicos e 1 enfermeiro).



    ESPERAMOS QUE PORTO VELHO SEJA INCLUSA NESTES PRÉ-POSTOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NÉ GALERA?!?!?